fbpx

Empresa escolhida para reiniciar obras da linha 6-Laranja foi parceira da Odebrecht em construção de metrô no Equador e já teve problemas com obras em SP

A empresa espanhola Acciona, escolhida pelo governo do Estado para reiniciar as obras da linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo, foi parceira da Odebrecht na construção da linha 1 do metrô de Quito, no Equador.

Em meados de 2016, a Odebrecht se retirou do consórcio e desde 2017, a Acciona assumiu todas as responsabilidades operacionais, chegando inclusive a retirar os funcionários da Odebrecht das obras.

A Acciona é conhecida na Operação Lava Jato por ter sido representada no Brasil pelo lobista Fernando “Baiano”. Vale lembrar que a Odebrecht teve muitos negócios no Equador e acabou sendo expulsa do país, devido a superfaturamento de obras, adoção de aditivos em contratos e outras irregularidades.

A Odebrecht e a Acciona, da Espanha, foram as vencedoras da licitação da segunda etapa do projeto de metrô de Quito, capital do Equador. A empresa espanhola também construiu o metrô de Madri, na Espanha e outras obras na capital espanhola. Em julho desse ano, a Promotoria do Equador solicitou que a investigação de um caso de corrupção na construção do metrô fosse reaberta. O caso havia sido arquivado em março de 2018.

Em 2017, o então prefeito de Quito, Maurício Rodas, negou que a construção do metrô estivesse relacionada ao esquema de propinas da Odebrecht, que acabou por anunciar sua saída do consórcio que executava a obra dias mais tarde.


Além do caso do metrô de Quito, a Acciona já teve problemas com as obras do Rodoanel Norte, em São Paulo. Por isso, teve o contrato rescindido pela DERSA, que informou no começo do ano que decidiu rescindir os respectivos contratos devido a “incapacidade das empresas para a continuidade das obras”.

Acciona

A assessoria de imprensa da Acciona chegou a emitir uma nota ao jornal “Oi Diário” informando que “não houve irregularidade nos lotes que executou no Rodoanel Norte e que a decisão de rescisão contratual foi tomada unilateralmente pela DERSA”.

Os detalhes da negociação entre as empresas interessadas em comprar a participação na construção da linha 6-Laranja do Metrô, o governo do Estado e o consórcio Move São Paulo não se tornaram públicos. Até então, a empresa chinesa CR20 era a mais cotada para assumir as obras, mas segundo informações do jornal “Valor Econômico”, a negociação teria sido endurecida pelos chineses.

Linha 6-Laranja

As obras da linha 6 estão paralisadas desde setembro de 2016, devido a falta de recursos financeiros das empresas do Consórcio Move São Paulo (Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC), afetadas pela operação Lava Jato. Desde então, moradores e comerciantes das regiões próximas aos locais das obras reclamam da insegurança e do abandono dos locais, que são cercados apenas por tapumes.

O secretário dos Transportes Metropolitanos informou que as obras serão concluídas quatro anos após sua retomada. Porém, o mesmo não informou quando elas serão retomadas.

Enfim, Gostou da matéria?

Então, siga o Via Coletivo no canal do YouTube, em nossas redes sociais como o FacebookTwitter e Instagram. Desse modo você poderá acompanhar tudo sobre Trens, Metrô, Ônibus, Uber, Aviação, bem como outras matérias relacionadas a Mobilidade Urbana e Transportes.

Aílton Donato

Cristão, paulistano, técnico em manutenção automotiva, empreendedor digital, criador dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo nas redes sociais e do site Via Coletivo. Sonoplasta nas horas vagas e apaixonado por Mobilidade Urbana, em especial pelo sistema sobre trilhos.