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Acciona e Move SP fecham acordo e obras da Linha 6-Laranja do Metrô serão retomadas, saiba mais

Em entrevista coletiva concedida nesta sexta-feira, dia 7 de fevereiro de 2020, no Palácio dos Bandeirantes, o Governador do Estado de São Paulo João Doria e o Secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, anunciaram que as obras da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo serão retomadas neste ano.

Doria disse que foi assinado o contrato de cessão entre a Concessionária Move SP e a Construtora Espanhola Acciona para retomada das obras da Linha 6-Laranja do Metrô.

“Esta é a maior obra de infraestrutura do país, são R$ 13 bilhões de investimento privado nesta obra, considerada a de maior envergadura e também a maior parceria público privada do país até este momento”, disse o Governador João Doria.

João Doria ainda informou que a concessão contempla as obras civis, sistemas, fornecimento de material rodante, operação, conservação, manutenção e expansão da Linha 6-Laranja do Metrô.

O projeto da linha é de 15 estações, com 15,3 km de extensão, ligando a Brasilândia, na zona norte, a estação São Joaquim, no centro da capital paulista, ela irá fazer conexão com as linhas 1-Azul Metrô de São Paulo, 4-Amarela do Metrô (operada pela ViaQuatro) e linhas 7-Rubi e 8-Diamante da CPTM. A demanda estimada do ramal nos dias uteis é de 633 mil passageiros.

De acordo com Alexandre Bady, hoje esta é a maior concessão na forma de PPP (Parceria Público Privada) em validade no mundo e a maior obra de infraestrutura no Brasil. Ainda segundo informações do secretário, o governo do estado de São Paulo possui contrato com o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social) e tem disponível, de acordo com os compromissos já firmados, R$ 1,7 Bilhões para a retomada imediata das obras.

A construtora espanhola Acciona comprou a concessão da Linha 6-Laranja do Metrô do consórcio Move São Paulo, formado pelas construtoras Odebrecht, Queiroz Galvão e UTC após o consórcio não poder seguir com as obras por dificuldades em obter um empréstimo de R$ 5,5 bilhões com BNDES devido às empresas que compõem o grupo estarem ligadas a diversos casos de corrupção no país. Após o acordo firmado entre as duas partes, foi apresentado um documento formal necessário ao Governo de São Paulo.

Baldy ainda informou que o Governo do Estado de São Paulo promoverá um decreto de extensão de caducidade exclusivamente para apreciação nos ambientes obrigatórios e necessários conforme a previsão legal. O cronograma de reinício das obras será definido nos próximos meses, mas a Acciona terá 4 anos para terminar as obras, segundo o Secretário.

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Aílton Donato

Cristão, paulistano, técnico em manutenção automotiva, empreendedor digital, criador dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo nas redes sociais e do site Via Coletivo. Sonoplasta nas horas vagas e apaixonado por Mobilidade Urbana, em especial pelo sistema sobre trilhos.