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Tribunal de Contas de São Paulo determina fiscalização da linha 15-Prata

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) determinou hoje (06/03), a fiscalização da linha 15-Prata (monotrilho).

A linha está parada há uma semana, após problemas em pneus dos trens que operam na linha. De acordo com o conselheiro Renato Martins Costa, a situação “aponta para eventual deficiência na manutenção dos trens ou na reposição das peças necessárias”. O conselheiro determinou a fiscalização da via para “conhecimento da real situação do ônus imposto à população e da solução que está sendo encaminhada”.


Sete processos no TCE investigam a linha. No início do ano passado, a última fiscalização constatou que 20 dos 45 fiscais de uma empresa de auditoria contratada para fiscalizar a instalação do sistema elétrico estavam trabalhando, e que faltou controle por parte do Metrô.

Autoridades já desconfiavam desde 2015 que o ramal apresentaria problemas. O Ministério Público chegou a instaurar um inquérito para apurar irregularidades no contrato, devido aos atrasos na implantação e má qualidade do projeto.

O Governo do Estado, sob gestão do governador João Doria (PSDB), responsabiliza o consórcio que implantou a via e a fabricante de pneus pelos problemas. O governo informou que irá processar o consórcio pelas falhas que causaram a paralisação e que fará um pedido à Controladoria Geral da União (CGU) para que o consórcio seja considerado inidôneo e seja impedido de fechar novos contratos públicos.

Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos, disse que o prejuízo pela paralisação é de cerca de R$ 1 milhão por dia, e que os valores serão cobrados do consórcio e da Bombardier, que fabricou os trens.

A operação da linha 15-Prata segue suspensa por tempo indeterminado. Ônibus gratuidos do sistema PAESE atendem a população.

David Molina

David Molina

Paulistano, budista, fotógrafo, entusiasta do transporte público, editor dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo no Facebook.