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Arrecadação de trens e metrôs reduz drasticamente e setor pede apoio ao Governo Federal para manter operações

O setor metroferroviário vem sofrendo uma forte queda na demanda de passageiros em função do atual momento enfrentado e com as recomendações do Ministério da Saúde sobre a restrição de circulação. Os sistemas de metrô, trem e Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de todo o Brasil registraram uma redução média de 62,6% na quantidade de passageiros transportados no mês de março, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Em março de 2019 o setor transportou 262,5 milhões de pessoas e neste ano foram pouco mais 98 milhões de passageiros. No primeiro dia do mês de abril, a redução média foi de 79% no número de passageiros e, caso esse índice se mantenha, a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) estima que os sistemas transportem apenas 56 milhões de passageiros durante este mês de abril.


A redução de passageiros tem reflexo direto na queda da receita dos sistemas e, segundo levantamento da ANPTrilhos, o setor registra uma perda de R$ 681 milhões de arrecadaçãoapenas com bilheteria, nos últimos 22 dias (16/03 a 06/04), quando começou a ser afetado pela redução de demanda de passageiros.

Considerando o cenário para as próximas 10 semanas, até meados de junho, e considerando a perda financeira já registrada pelos sistemas, o prejuízo estimado dos operadores será da ordem de R$ 3,4 bilhões, sendo R$ 2,1 bilhões nos sistemas privados e R$ 1,3 bilhão nos públicos.

Diante deste cenário, os operadores metroferroviários estão se reunindo com o Governo Federal para apresentar as medidas necessárias e solicitar apoio ao setor para que os sistemas não paralisem suas operações em todo o Brasil. Já foram realizadas reuniões com as equipes do Ministério da Economia, Ministério da Infraestrutura, Ministério do Desenvolvimento Regional, Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).  
 
Diferente dos demais setores, os serviços públicos de transporte sobre trilhos não reduziram suas operações e, mesmo impactados pela queda de demanda, têm feito um grande esforço para manter os padrões de funcionamento, visando atender aos cidadãos e trabalhadores dos serviços essenciais, como médicos, enfermeiros, bombeiros, policiais e funcionários do comércio.

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Aílton Donato

Cristão, paulistano, técnico em manutenção automotiva, empreendedor digital, criador dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo nas redes sociais e do site Via Coletivo. Sonoplasta nas horas vagas e apaixonado por Mobilidade Urbana, em especial pelo sistema sobre trilhos.