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Prefeitura de SP paga valores maiores as empresas de ônibus mesmo com redução de passageiros

A prefeitura da cidade de São Paulo pagou valores maiores as empresas de ônibus durante a atual crise sanitária. Foi o que apontou um relatório do Tribunal de Contas do Município (TCM).

Segundo informações, em abril, foram repassados R$ 287 milhões. O que representa um aumento de 34% em relação ao mesmo mês do ano anterior.


De acordo com o TCM, houve uma redução de 70% no número de passageiros transportados em abril em comparação ao mesmo período de 2019. Foram transportados cerca de 68 mil usuários.

Caso seja mantida as regras de remuneração atuais dos contratos de concessão, a Prefeitura deverá fechar o ano com o valor próximo dos R$ 3,1 bilhões, R$ 850 milhões a mais do que o previsto no orçamento para pagamento dos subsídios dos ônibus em relação ao ano anterior, informou uma nota técnica do TCM.

O valor médio do subsídio por passageiro passou de R$ 1,19, de janeiro a maio de 2019, para R$ 2,24 em 2020, com pico de R$ 4,21 em abril, segundo apurou os técnicos do TCM.

Diante do relatório apresentado, alguns vereadores cobram explicações da prefeitura de São Paulo.

“O que a gente precisa é ter uma previsão realista, porque se você erra, se você calcula pra menos, por exemplo eu digo, vai precisar de dois bilhões e você precisa de 3. Esse um bilhão não previsto vai ter que sair de algum lugar”, diz a vereadora Soninha Francine, do Cidadania.

O recurso na catraca diminuiu, o pagamento pelos passageiros, mas isso deveria ter sido compensando pela retirada da frota. Se retirou a frota, os ônibus continuaram lotados e a gente não teve a queda do subsídio. Ao contrário, teve aumento do subsídio”, disse o vereador Antônio Donato do PT.


Justificativa da Prefeitura

Em nota, a prefeitura de São Paulo informou que a elevação do subsídio ao sistema é resultado de uma decisão aprovada pela gestão pública. Essa decisão visa aumentar a proteção dos paulistanos que dependem do sistema de ônibus, que ficou mais vazio.

O prefeito Bruno Covas disse em entrevista à GloboNews que por conta da redução de passageiros foi necessário ampliar o subsídio para as empresas de ônibus.

“É importante dizer que por conta da perda da redução da quantidade de passageiros, hoje a gente já trabalha com uma ampliação do subsídio na cidade de São Paulo de R$ 1,5 bilhão. Para manter a frota do jeito que está, é mais R$ 1,5 bilhão que nós vamos ter que pagar para as empresas concessionárias de ônibus”, informou Covas.

(*) Com informações do Portal G1

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Aílton Donato

Cristão, paulistano, técnico em manutenção automotiva, empreendedor digital, criador dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo nas redes sociais e do site Via Coletivo. Sonoplasta nas horas vagas e apaixonado por Mobilidade Urbana, em especial pelo sistema sobre trilhos.