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Metrô de SP pode parar na próxima terça-feira (28), garante sindicato

O Metrô de São Paulo pode parar na próxima terça-feira, dia 28 de julho. É o que garantiu o Sindicato dos Metroviários que promete cruzar os braços caso o Metrô não atenda as reivindicações da categoria em uma audiência que está marcada para ocorrer na próxima segunda (27).

O Sindicato está alegando que o Metrô de São Paulo está se aproveitando da atual crise sanitária para retirar os diretos dos trabalhadores do sistema. A categoria também reivindica a prorrogação do acordo coletivo, que expirou em abril deste ano.


“Se entrarmos em greve, não será por aumento salarial, e sim pela manutenção dos direitos de uma categoria que não parou de trabalhar”, afirmou a diretora do sindicato dos metroviários, Camila Lisboa.

De acordo com uma matéria da Folha de São Paulo, os metroviários receberam na última terça-feira, dia 23, um comunicado do Metrô de São Paulo informando sobre um corte nos salários nominais e gratificações, que chegou até a 10%.

Outra redução que o Metro de São Paulo pretende implantar é a redução do adicional noturno e a hora extra. Passando de 50% para 20% e de 100% para 50% respectivamente.

De acordo com um comunicado divulgado pelo sindicato, a companhia está argumentando que a queda na arrecadação de tarifa é a principal motivação para realizar os cortes nos salários dos funcionários.

Porém, o sindicato argumenta que uma das formas de garantir o pagamento dos funcionários do Metrô é reverter a política de contratação de cargos de confiança. Utilizado através do instrumento conhecido como adnuto, que visa contratar colaboradores sem a necessidade de realizar concursos públicos.


Segundo a categoria, essas contratações são realizadas de acordo com os interesses políticos da direção da empresa. Que através do pagamento de gratificações busca manter um grupo de funcionários submissos. Com isso, não atendendo os interesses da empresa e da gestão de funcionários. Ainda segundo o sindicato, seria possível economizar muito reduzindo estes custos.

Outra reivindicação da categoria é para que o governo do estado passe a subsidiar o funcionamento do Metrô. Segundo os sindicalistas, isso melhoraria a situação financeira da companhia e possibilitaria a redução no preço da passagem.

Se aprovada, a greve no Metrô deve comprometer o funcionamento das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. As linhas 4-Amarela e 5-Lilás são operadas pela iniciativa privada e, por isso, não devem ser afetadas.

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Aílton Donato

Cristão, paulistano, técnico em manutenção automotiva, empreendedor digital, criador dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo nas redes sociais e do site Via Coletivo. Sonoplasta nas horas vagas e apaixonado por Mobilidade Urbana, em especial pelo sistema sobre trilhos.