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Promessas de Campanha: Em 2016 gestão Doria-Covas prometeu congelar valor da tarifa de ônibus durante todo o mandato

Mais uma eleição municipal se aproxima e a disputa pelo comando da maior cidade da América Latina já tem alguns candidatos confirmados. Entre eles estão Andrea Matarazzo (PSD), Levy Fidelix (PRTB) e Joice Hasselmann (PSL).

Outro candidato que deve ser confirmado para disputar candidatura a prefeitura de São Paulo é Bruno Covas. Ele é o atual prefeito da cidade e irá disputar a reeleição pelo PSDB. O prazo para que os demais partidos também apresentem seus candidatos se encerra no dia 16 de setembro.


Diante da aproximação das eleições a equipe do Via Coletivo decidiu analisar as promessas de campanha da gestão Doria-Covas pertinentes a Mobilidade Urbana e expor aqui no portal as que viraram realidade e as que ainda não saíram do papel.

Bruno Covas assumiu a prefeitura em 6 de abril de 2018, após o candidato eleito, João Doria, se desligar do cargo para ser candidato ao governo do estado de São Paulo.

João Doria venceu as eleições de 2016 no primeiro turno, assumindo o comando da cidade no lugar de Fernando Haddad (PT) em janeiro de 2017.

Uma das principais promessas de campanha realizada pela chapa Doria-Covas foi a de não aumentar o preço da tarifa dos ônibus.


A promessa foi feita por João Doria em um encontro com empresários e trabalhadores do setor de transporte público de passageiros na Zona Norte. Na época a promessa foi publicada em diversos portais da grande mídia.

Em outra visita de campanha, desta vez realizada em um hospital na Zona Leste, João Doria voltou a afirmar que não modificaria o valor da tarifa. O politico afirmou que as tarifas seriam mantidas nas condições em que se encontravam no momento durante todo o seu mandato.

Uma solução apontada por João Doria para manter congelado o preço da tarifa seria aumentar os subsídios pagos pela prefeitura as empresas de ônibus.

Porém, a promessa durou pouco tempo, um dia após se eleger o discurso mudou e João Doria disse que garantia a passagem a R$ 3,80 apenas no primeiro ano de sua gestão, como de fato manteve.


Em janeiro de 2018, quando se iniciava o segundo ano de seu mandato o valor da tarifa subiu, passando de R$ 3,80 para R$ 4.

Um ano depois, novo reajuste, com a tarifa passando de R$ 4 para R$ 4,30 em janeiro de 2019 e subindo novamente em 2020, passando para R$ 4,40. Ao todo, foram realizados três reajustes em quase quatro anos de mandato.

Outra mudança que ocorreu no pagamento de tarifa em São Paulo foi a diferença de preços impostas pela atual gestão aos usuários do vale-transporte. Atualmente é debitado o valor de R$ 4,83 no transporte do trabalhador.

Nota

Em uma nova enviada ao portal Via Coletivo após a publicação desta matéria, “a Prefeitura de São Paulo, por meio da SPTrans, informou que que o valor descontado dos beneficiários do Vale-Transporte não causa prejuízo algum aos trabalhadores porque o valor descontado pelas empresas continua limitado em 6%, conforme estabelece a Lei Federal 7.418/85. De acordo com a legislação em vigor, a obrigação de fornecer o Vale-Transporte é dos empregadores e um direito consagrado do trabalhador. As empresas que negarem complementar os créditos para seus funcionários estarão ferindo a lei por não garantir o custeio das viagens entre residência trabalho“.

Além disso a SPTtrans também informou “que o sistema de validadores dos ônibus municipais e das estações do Expresso Tiradentes, do Metrô e da CPTM está em processo de atualização. Com o novo procedimento, os equipamentos estarão habilitados para mostrar os valores reais das tarifas de vale-transporte para ônibus, que é de R$ 4,83 desde janeiro de 2020”.

“Desde 2019, a Prefeitura decidiu deixar de subsidiar o vale-transporte, já que ele constitui uma obrigação dos empregadores, conforme a legislação trabalhista. Sendo assim, os recursos municipais deixaram de ser destinados ao cumprimento de um encargo que não cabe à população. Os recursos obtidos com o vale-transporte são utilizados para custear o sistema de transporte por ônibus da cidade”.

“Vale ressaltar que, desde então, o trabalhador não paga nada a mais com a mudança, já que o desconto na folha de pagamento continua sendo de no máximo 6% do seu salário”, concluiu a SPTrans.

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Aílton Donato

Cristão, paulistano, técnico em manutenção automotiva, empreendedor digital, criador dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo nas redes sociais e do site Via Coletivo. Sonoplasta nas horas vagas e apaixonado por Mobilidade Urbana, em especial pelo sistema sobre trilhos.