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Projeto de Lei classifica Itapecerica da Serra como Município de Interesse Turístico

De autoria da deputada estadual Analice Fernandes (PSDB-SP), o Projeto de Lei nº 566/2020 classifica Itapecerica da Serra, na região metropolitana de São Paulo, como Município de Interesse Turístico (MIT).

Em sua justificativa, a parlamentar conta a história da cidade e diz que “Itapecerica da Serra merece ter sua história, vida cultural e suas belezas naturais exploradas”.


Para virar lei, o projeto precisa ser votado e aprovado na Assembleia Legislativa (ALESP) e depois ser sancionado pelo governador João Doria (PSDB).

Justificativa completa da parlamentar

“Itapecerica da Serra surgiu em julho de l562, por força de um levante armado, de índios confederados, que culminou em ataque ao Colégio de Piratininga.

Os padres da Companhia de Jesus viram-se na contingência de fazer instalar uma defesa avançada, criando núcleos de índios catequizados em pontos estratégicos para melhor proteção do Planalto de Piratininga.

Entre agosto e setembro de l562, foram instalados os postos avançados de Carapicuíba, Embu, Itapecerica, Guarulhos, São Miguel e outros vizinhos.

Assim, Itapecerica da Serra foi um aldeamento indígena, provavelmente fundado em l562, pelos padres da Companhia de Jesus, sob a proteção de Nossa Senhora dos Prazeres.

Em l689, a capela de Itapecerica e Mboy (Embu) contava com mais de 900 almas, sob a proteção espiritual do padre jesuíta Diogo Machado.

Em l827, com a vinda dos imigrantes alemães para essa região, custeada pelo Governo do Império Brasileiro, o aldeamento indígena foi transformado em Colônia, pelo aviso do Ministério do Império, de 8 de novembro do mesmo ano.

Após a vinda de algumas famílias alemãs para Itapecerica e posteriormente com a chegada de imigrantes de outros paises, a construção da Estrada de Ferro Sorocabana (ramal Mayrink-Santos), que atravessa o Município, a região tornou-se mais próspera.


No ano de l877, através da Lei Provincial nº 33, de 8 de maio, foi elevada à categoria de Vila, por ocasião da criação do Município de Itapecerica, com o mesmo território que possuía, desmembrando-se, de Santo Amaro e conseguindo, finalmente sua emancipação político-administrativa.

Em 11 de novembro de l877 foi instalada a primeira Câmara Municipal. Em l9 de dezembro de l906, através da Lei Estadual nº 1.038 Itapecerica foi elevada à categoria de Cidade.

Foram criados os seguintes distritos: Embu (M’Boy) pela Lei nº 93 de 21 de abril de 1880; Juquitiba, Lei nº 1.117 de 27 de dezembro de l907.

Itapecerica, de acordo com o Decreto Lei Estadual nº 14.335 de 30 de novembro de l944, passou a denominar- se: “ITAPECERICA DA SERRA”, e o acréscimo da palavra “SERRA”, deve-se ao fato de existir no estado de Minas Gerais uma cidade homônima de Itapecerica.

Outra razão é devido a sua localização entre montanhas. Em 1959, foi criada a Comarca de Itapecerica da Serra, composta pelos municípios: Embu, Embu-Guaçu, Taboão da Serra, Juquitiba e Itapecerica da Serra que é a sede da Comarca, pela Lei nº 5.285, de 18 de fevereiro.

A cidade foi inicialmente construída sobre uma enorme pedra, e o nome “ITA-PECERICA”, toponímico tupi-guarani, que etimologicamente, na língua portuguesa quer dizer “ita” – pedra; “pecerica” – lisa ou escorregadia.

Segundo a lenda, o nome “Itapecerica” deve-se ao fato de estarem dois índios tentando escalar uma pedra de grande porte, mas encontravam dificuldade em atingir o cume, quando um deles escorregando gritou: “ita-pecerica” (pedra lisa).

Diante dos expostos, assim demonstradas a conveniência, a necessidade e entendimento que Itapecerica da Serra merece ter sua história, vida cultural e suas belezas naturais exploradas é que se requer a classificação de Município de Interesse Turístico”.

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David Molina

David Molina

Paulistano, budista, fotógrafo, entusiasta do transporte público, editor dos perfis CPTM da Depressão e Metrô SP Depressivo no Facebook.

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